quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Ir às compras

Tambem neste departamento é preciso habituacao. É daquelas coisas que à partida nao nos passaria pela cabeca que mude muito de pais para pais. Mas a verdade é que muda, e a mudanca é nas pequenas coisas.

Primeiro há que encontrar um sitio onde ir às compras (aqui refiro-me apenas o ir às compras para a casa – estilo ir ao Jumbo). Nao existem grandes espacos estilo Continente ou Jumbo. O maior que já encontrei è estilo Modelo. Todos os outros sao de dimensao mais reduzida, limitando bastante a escolha dos produtos que la se podem encontrar. Lidl’s há varios, iguaizinhos aos portugueses, e ha tambem por aqui uns Aldi, semelhanstes aos Lidl, mas mais fraquinhos. Optei pelo maior que encontrei – confesso que estou habituado a grandes espacos, com muitas possibilidades de escolha, daqueles que nos vendem coisas que raramente precisamos. Gosto, pronto, fazer o que?

La descobri que o espaco ate é bastante completo, tem efectivamente um pouco de tudo. Dei inicio ao processo normal de procurar o que precisava... para me deparar com o facto de que a escolha nao é assim tao facil quanto se podia esperar. Primeiro, ta tudo em alemao... e para quem conhece a lingua alema, estes tipos sao especialistas em ter palavras com 35 letras e que depois querem dizer uma coisa tao simples como ‘pao’. Nao tive outra hipotese senao olhar para os bonecos e tentar perceber o que as coisas deveriam ser, ou procurar marcas conhecidas. Mas aqui tambem reside um grande problema – é que marcas conhecidas, sim existem, mas sao em pouco numero e muitas vezes a inexistencia de uma marca conhecida deixa-nos abananados. Dou-vos um exemplo: quando pensam em cha, quais as marcas que vos vem à memória? Lypton e Tetley? Pois, eu tambem diria que sim. Mas nao é que eu procurei tudo e nao as encontrei??? Como é possvel nao terem cha Lypton??? Nao se percebe!

Outro aspecto curioso é o facto de se ter que pagar os sacos de plastico em todo o lado, nao apenas no Lidl, como em Portugal. Se pensarmos apenas do ponto de vista ecologico, é uma medida interessante porque obriga a que se pague o desperdicio, forca a reutilizacao dos sacos ou obriga a que se leve um recipiente de outro tipo para guardar as compras. Mas do ponto de vista da comodidade nao é nada positivo. Ja pensaram a macada que é ter que ir com as compras desensacadas até ao carro e depois, pegando nos sacos que se trouxe de casa, ir arrumando as compras no parque de estacionamento? É uma ideia estranha para mim, mas aqui é tido como comportamento normal. Fazendo umas contas breves, se cada saco custar 15 centimos e se por mes usarmos 20 sacos (o que nao é muito, nao pensem), chegamos ao fim do ano com uma factura de 36 euros, o que convenhamos é dinheiro. De maneira que percebo porque os alemaes alinham nesta coisa... eu ainda nao me habituei a reutilizar os sacos, de maneira que ando sempre a paga-los.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Ir ao banco...

Incluido no pacote de situacoes pelas quais se tem que passar quando se chega a um país novo está a tarefa ardua de ir ao banco abrir uma conta. O processo ja de si é burocrático – é preciso preencher nao sei quantos formularios, assinar nao sei quantas autorizacoes, escolher opcoes de manutencao e mais nao sei o que. Agora imaginem isso tudo numa lingua que desconhecem.

Nao fui sozinho nesta aventura. O meu chefe acompanhou-me e tomou a lideranca nas conversacoes. É claro que a primeira pergunta foi se havia interlocutores que falassem em ingles ou se havia possibilidade de obter os formularios e as explicacoes nessa lingua. ‘Nao’ foi a resposta a ambas as perguntas. Isto fez com que um processo que leva apenas meia hora se tornasse numas longas duas horas de explicacoes, traducoes, perguntas, mais traducoes e mais explicacoes.

No final, acho que nunca assinei tanto papel sem ler, confiando apenas na boa vontade do meu chefe que me ia traduzindo tudo e confirmando que era seguro assinar este ou aquele documento. A paginas tantas perguntei se o web-banking tinha acesso em ingles. A resposta foi mais uma vez negativa, o que naquela altura ja nao me surpreendeu. É curioso nesta era da tao chamada globalizacao, como certas coisas nao sao tao globais assim... creio que se passaria a mesma coisa em Portugal, caso um alemao entrasse num banco para abrir conta. Estao os bancos preparados para isso? Se nao me falha a memoria creio que o Millennium e o BPI tem a possibilidade de efectuar login em ingles no homebanking. Nao sei se estaremos mais ou menos avancados que estes amigos daqui, mas da que pensar.

Outro episodio semelhante foi a ida ao departamento de "Alien Workers", onde se obtem uma especie de cartao de contribuinte, onde sao lancados todos os rendimentos obtidos e os impostos pagos ao longo do ano. Tambem aqui, ingles nepias. Tambem aqui tive o meu chefe a servir de interprete. Tambem aqui assinei uma data de papeis que nao consigo ler. Mais do mesmo, portanto.

No fim disto tudo, ando com vontade de ir até ao posto de turismo local e ver ate que ponto é que tambem ali se fala ingles ou nao... vamos la a ver se o alemao que ando a aprender vai servir para melhorar a comunicacao...

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

O meu apartamento

No dia em que cheguei, tal como esperava, fui levado ao meu apartamento, aquele que seria a minha morada durante os proximos 12 meses. Ate aquele momento apenas sabia a morada, nao fazia ideia para onde iria e quais seriam as condicoes que ia encontrar. Mas, com espirito positivo la fui... para descobrir o pior. Deixem-me entao que vos conte.

Visto de fora, a coisa ate tem bom aspecto. A zona é porreira, muito calma, muito central, permitindo ir a pé até ao centro da cidade. Nada a reclamar, tirando o facto do estacionamento ser um pouco complicado. O pior é do lado de dentro. A primeira impressao que se tem quando se entra é... isto é pequeno. Pequeno estilo quarto de hotel... que é bom para passar uns dias (ou semanas) de ferias, mas claramente nao suficiente para se passar um ano.

Comecemos pela cama, que é de solteiro. Vem acompanhada de uma mini mini mini mesa de cabeceira, sem candeeiro ou relogio despertador. Por cima apenas uma coberta que faz de cobertor, colcha, lencol, tudo num so... esta parte nao me espantou muito, uma vez que ja sabia que por aqui isto é norma. Passemos ao guarda fatos... se vos disser que tem apenas espaco para 7 cabides nao estou a exagerar, estou a ser rigoroso. De lado existem umas prateleiras onde se pode colocar roupa, mas nada de gavetas onde por por exemplo, cuecas. Certamente que cuecas nao sao coisa que se guarde em prateleiras, ou estou a ver mal?!! Pois, nao me parecia.

Casa de banho. Menos má, embora seja pequena e nao tenha armario para guardar nada – ou seja, tenho tudo espalhado num pequeno parapeito que limita o espelho. Tem uma coisa positiva que é o facto de ter uma cena que aquece as toalhas e roupas, o que da muito jeito agora no inverno.

Cozinha. Mini, para variar. Tem duas bocas de fogao. E pronto, é isto. Ah, e tem uma chaleira. Em termos de loica tenho 3 pratos razos e de sobremesa (porque 3, que raio de numero, nao joga com nada), mas nada para a sopa (será que tem alguma coisa contra a sopa?), 2 copos, 3 facas, garfos e colheres. E ta feito.

Agora vamos ao que o apartamento nao tem – forno, microndas, maquina de lavar loica, maquina de lavar roupa (!), torradeira, mesa de refeicoes, nem um estupor de uma colher para servir a sopa (ah, mas eles nao contam com a sopa, ta certo)... ah, e o frigorifico é minimo, nem congelador tem!!! Pronto, ok voces dizem: "Mas nada disso faz grande falta" e eu respondo "O caracas é que nao faz!". Como dizem os americanos, eu sou altamente High Maintenance. Gosto das minhas comodidades e, nao me venham com historias, ter um congelador para guardar comida é o minimo que se pode exigir. Se acham que estou a exagerar, vejam aqui se nao tenho razao (o meu é o apartamento tipo C).

Resultado: no dia seguinte fiz-me de incomodado e desgostoso com os aposentos e a empresa tratou de procurar outro sitio. O pior é que isto é uma cidade pequena, onde nao abundam apartamentos mobilados para alugar. La se encontrou um, maior que este (mas nao muito, nao pensem), com mais umas coisinhas... nao sendo bem o que eu pretendia, nem ao que estava habituado, vai ter que servir.

Que remedio.

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Comecar de Novo

Cheguei ha 2 semanas. Saí de Portugal sem grande vontade, confesso. É sempre assim quando se vai para mais uma grande mudanca. Nao é facil estar sempre a mudar. Comeca a faltar a coragem, comecamos a sentirmo-nos menos dispostos para o fazer. A viagem correu bem, curta e pontual. Á chegada tinha o meu chefe à minha espera, estilo comissao de boas vindas. Levou-me à sua casa, conheci o resto da familia, jantamos juntos. O que deu um ar familiar à minha chegada. Foi bom, para comecar. Mas entretanto ja se passaram uma data de dias e a coisa nao anda muito bem aqui para estes lados.

Isto de comecar de novo é dificil. Muito mesmo. Ja me tinha esquecido o quao dificil é. Quando nos acostumamos a uma situacao em que estamos confortaveis e felizes, temos tendencia de apagar os registos menos bons pelos quais passamos até atingirmos esse estado de seguranca. Creio que foi o que aconteceu comigo durante a minha estada nos States. Por muito que pense, nao me consigo lembrar o que passei até me sentir verdadeiramente confortavel. Tudo o que tenho na mente sao os bons momentos, as boas memorias que me dizem que valeu a pena todo o esforco.

Agora estou a passar por tudo outra vez e confesso que nao estou a gostar. Mais um país novo, mais uma nova empresa, mais um novo estilo de vida. Ainda por cima, com uma lingua nova. Sem ter ainda raizes, sinto-me com frequencia deslocado de tudo. Assim como quem sente que nao pertence a lado nenhum. Todos os sons me sao estranhos, nenhuma das palavras me diz o que quer que seja. Os dias sucedem-se sem grandes diferencas, sem grande interesse, sem nada de muito novo a relatar. E depois, é claro que nao consigo deixar de fazer comparacoes – com o que fiz, vi ou senti nos States ou em Portugal. O que nao ajuda, eu sei. Mas nao ha como evitar. Eu, pelo menos, nao sei como o fazer.

No trabalho, tambem a adaptacao nao tem sido facil. Estou agora a fazer algo que ja nao fazia activamente há cerca de 2 anos, embora o saiba fazer. É algo que exige bastante de mim, ainda para mais quando nao se sabe quem é quem, a quem fazer as perguntas correctas, quando ser mais ou menos duro. Isto ja para nao falar nas malditas expectativas que as pessoas (muitas delas sem me conhecerem de lado nenhum) criaram a meu respeito. É bom saber que as pessoas reconhecem e estimam o nosso trabalho, mas é um pau de dois bicos no que toca a novos desafios. Sinto-me um bocado a nadar, sem ter uma estrategia definida, sem saber muito bem para onde me dirigir e como la chegar.

O desconhecimento da lingua tambem é um factor que nao ajuda. O ingles nao é assim tao falado por aqui como as pessoas pensam. E quando o é, vejo-me obrigado a falar mau ingles, para me fazer entender. Fazer coisas simples, como ler rotulos de embalagens, ou ler sinais de transito para saber se é proibido estacinoar ou nao, tornam-se tarefas que tocam o transcendente. Na Tv as opcoes nao alemas resumem-se à BBC e à CNN, o que ao fim de meia hora comeca a fartar.
Acima de tudo acho que me sinto sozinho. Embora todos sejam muito simpaticos e amigaveis comigo, ha apenas alguns momentos em que me consigo abstrair deste estado. Falta-me o chegar a casa e poder estar ou falar com alguem. Os telefonemas ajudam, mas pela forca do custo, nunca podem ser muito longos. E nao ha nada que substitua o contacto humano – um olhar, um sorriso, um abraco...

Como veem, nao estou de facto muito bem. Ja por varias vezes me questionei se tomei a decisao correcta em ter vindo. Estava tao bem, o que é que eu fui fazer? "Entao e nao pensaste em tudo isso quando decidiste embaracar nisso?", podem perguntar. Em pensava que sim, mas como ja disse antes, nao me lembrava de isto ser assim. Julguei que ia ser pera doce – nao podia estar mais enganado...

Todos me dizem que é uma questao de tempo, que vai passar, que daqui a meses vou esquecer isto tudo.

Talvez. E até lá, faco o que?

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Apenas um breve Post...

... para dizer só que ainda estou vivo.

Nao tem é sido nada faceis estes ultimos tempos. Um dia destes comeco a dar novidades!

domingo, janeiro 20, 2008

Memorias

Os almocos no Nassau. Os bagels do Panera Bread. Os Capuccinos no Starbucks. As idas ao cinema. As series de TV em primeira mao. Os jantares com os amigos. Os almocos com os colegas. Os nevoes. As tempestades de gelo. O frio do inverno. As tardes de verao passadas à beira da piscina. As sessoes de work out no ginasio. A minha casa na Novi Road com a 9 Mile. A minha carrinha – a CANVAN. As compras – meu deus, as compras! Os cupoes. Os descontos! O Twelve Oaks Mall. Novi. Plymouth. Northvile. Wixom. Walled Lake. As cores do Outono. As trovoadas de verao. Os passeios. A beleza de Chicago. O caos de New York. A cultura de Washington. O brilho de Las Vegas. O Entertainment de Los Angeles. O sol do Hawaii. Os CD’s a 9 dolares na Best Buy. Recordar os Genesis. Os sons intimistas de Suzanne Vega. A boa onda de Nelly Furtado. A maturidade de Sheryl Crow.

As visitas da minha mae. Os postais dos amigos de longe. Os telefonemas fora de horas. O aprender a fazer tudo sozinho.

O aprender a estar só.

O aprender o verdadeiro significado da palavra Saudade.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Hawai'i - factos e fotos

O Hawai'i esta repleto de factos interessantes - a comecar pelo facto de o alfabeto Hawaiano ser composto por apenas 13 letras, incluindo as vogais. O que faz com que muitas palavras sejam compostas por repeticao - pipi, likelike, wikiwiki, mehameha... nao faco ideia do que significam, mas nao deixa de ser engracado ouvi-los pronunciar tudo duas vezes..., Outro pormenor engracado é o facto das autoestradas se chamarem 'Interstate', o que so acontece quando atravessam mais do que um estado - o que nao acontece no Hawai'i. So´que para terem o financiamento federal, nao lhe podiam chamar outra coisa senao aquilo!!! Enfim, details....

Em relacao ao mundo do cinema e da TV, nao e´possivel ir ao Hawai'i e nao pensar no 'LOST', talvez a serie que mais popularizou as ilhas. Quase todos os episodios sao filmados la, mesmo aqueles onde aparecem imagens de Sydney ou Londres - as ruas e edificios sao transformados para parecerem o que ser quiser, tudo sem sair de Oahu. As praias que aparecem na serie sao mais ou menos privadas (embora toda a gente saiba onde ficam) e as imagens da floresta sao maioritariamente feitas em propriedade privada, pelo que nao sao muito faceis de visitar. Outros filmes de renome ja foram rodados aqui como Jurassic Park, Magnum PI ou Ate á Eternidade (anos 50), fazendo com que ja se comece a ver Tour que nos levam aos sitios mais marcantes, estilo "aqui foi o sitio onde o dinossauro arrancou a cabeca ao nao sei quantos", "Aqui era onde estava a rolote do actor X na serie Y", etc, voces estao a ver o genero!

Mas nao ha nada que chegue ao Lost! Aqui fica o trailler da quarta serie, que estreia ja para a semana nos Estados Unidos:




No campo da musica, nao ha grandes hipoteses de escolha, senao colocar aqui uma musica daquele que e´o maior sucesso musical da ilha - pelo menos, assim e´dito pelos locais. O senhor chama-se Israel Kamakawiwo'ole e canta assim:



E pronto, foi assim... uma viagem inesquecivel, que deixou para tras uma vontade imensa de voltar um dia mais tarde... por enquanto, ficam as memorias fotograficas, no sitio do costume!

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Hawai'i - as cores do sol...

Toda a gente com quem falei antes de viajar me disse que um dos pontos altos de ir ao Hawai'i e' poder apreciar um por do sol tropical unico. Ora, sendo o por do sol o meu momento preferido do dia, escusado sera dizer que ia com o apetite muito aberto. So' que o estupor do tempo, com as suas nuvens carregadas e um sol timido a espreitar apenas de vez em quando, nao me deram grandes oportunidades para ver as tais cores magnificas...

Estava a semana quase no fim e o melhor momento fotografico neste departamento tinha sido este:


Que, convenhamos e' uma boa foto e sim senhor o ceu estava lindissimo, mas sabia a pouco. Eu queria mais, mais cores, cores mais ricas. Estava a ver os dias a passar e nada... eis senao quando, no ultimo dia do ano, somos brindados com um espectaculo natural unico. Sentado na praia, voltados para o Oceano, eu e mais centenas de pessoas, olhavamos pacientemente para o horizonte, a medida que o sol mergulhava nas aguas. As cores do antes, durante e depois eram absolutamente fantasticas, desde o laranja ao amarelo, passando pelo violeta e pelo vermelho.

Mas, palavras para que? Vejam mas e' as fotos e julgem voces mesmos...


Inigualavel!

domingo, janeiro 13, 2008

Hawai'i - do surf ao snorkeling, da floresta tropical ao topo do vulcao extinto...

Um dos pontos fortes de qualquer ilha do Hawai'i e' a sua beleza natural. Para onde quer que olhemos, tao depressa vemos aguas limpas e cristalinas, como montanhas com uma floresta luxuriante, com um ceu de mil cores a servir-lhes de tela. Sendo tao diversificada a presenca natural, sao tambem muitas as formas de a explorar e viver, sempre com o maior respeito e equilibrio.

Como forma de aproveitar ao maximo todas as oportunidades que Oahu apresentava neste dominio, resolvi enveredar por 3 actividades absolutamente ineditas para mim, mas que se revelaram surpresas muito agradaveis - Snorkeling, Caminhada pela Floresta Tropical, Subida ao cume de um vulcao extinto. Ainda pensei no surf, mas achei radical demais para os meus ossos...

Snorkeling em Hanauma Bay

Para quem nao esta a ver, Snorkeling e' uma especie de mergulho/natacao, em que com a ajuda de uma mascara, um tubo e umas barbatanas, se podem passar horas dentro de agua a observar as incontaveis criaturas que povoam os mares (neste caso, o oceano). Foi a primeira vez que experimentei e so vos digo que fiquei fa absoluto. Quero fazer isto sempre que haja oportunidade... durante as mais ou menos 2 horas que estive dentro de agua (depois dos iniciais 5 minutos que precisei para me habituar a respirar de forma correcta), vi peixes de todas as cores, feitios e tamanhos (alguns dos quais pregaram-me cada susto, tal era o tamanho)... ali, a 30 cm da minha cara... a nadarem a' minha volta... a esconderem-se por entre os corais... a fugirem em busca de refugio... simplesmente fantastico! Nao se consegue muito bem explicar a sensacao, so mesmo experimentando... Pena tive de nao ter conseguido ver nenhuma tartaruga, que ali vivem em abundancia... fica para a proxima.


Um pormenor interessante: no dia em que resolvi ir a Hanauma Bay fazer snorkeling (onde so para entrar na praia de paga 5 dolares por pessoa e se e' obrigado a ver um vido sobre a vida animal da baia), estava exposto um cartaz que indicava que as aguas tinham uma elevada presenca de 'Portuguese Man-of-War'. "Homens de Guerra Portugueses"? Que raio seria aquilo??? Depois de prestar atencao as conversas das pessoas que estavam ao meu redor (eu sei, nao se faz, mas eu estava intrigado!), la descobri que se tratavam de uma especie de alforrecas... cuja picada doi que se farta! Acabei por nao ver nem sentir nenhuma, mas achei o facto curioso...

A subida ao Diamond Head

As ilhas Hawaianas sao todas elas de formacao vulcanica. Enquanto na Big Island ainda e' possivel ver vulcoes activos, em Oahu a sua presenca esta extinta. Mas nao e' por isso que deixam de ser atractivos.

Um dos vulcoes mais conhecidos e' o Diamond Head, (na foto em cima) assim chamado uma vez que os primeiros colonos na zona confundiram as pedras brilhantes que se encontravam no seu interior (calcite) com diamantes, o que mais tarde se provou nao ser verdade. O vulcao e' hoje visitavel, apenas a 10 minutos de Waikiki, atraves de uma caminhada que nos leva la bem ao topo, atraves de um trilho que serviu de muito tempo a' base militar que por ali se instalou, devido as condicoes unicas de vigia que dali se conseguem obter.

Depois de mais de 1 km depois, depois de muito esforco e muita agua bebida, la chegamos ao topo, apesar da ventania desgracada que se fazia sentir. A vista que la de cima se tem sobre Waikiki acaba popr valer bem o esforco, porque e' absolutamente de cortar a respiracao. Mais uma vez o tempo escuro nao permitiu apreciar a beleza na sua inteireza, mas aqui ficam algumas imagens:

Para baixo, a coisa corre bem melhor e ja nem nos lembramos o que custou para chegar la acima...
Uma incursao pela Floresta Tropical e uma visao unica de Manoa Falls

Ir ao Hawaii e nao ir a' floresta tropical, e', no minimo, imperdoavel. Assim sendo, la larguei 40 dolares por uma tour que me conduziu pelos meandros da floresta, ate junto das maiores cataratas da ilha - Manoa Falls.

Mas antes de comecar o meu relato, ha que fazer o devido enquadramento... Na noite anterior tinha chuvido muito. Muito mesmo. Estilo a noite toda. A minha tour foi feita de manha, as 8 da manha. Embora ja nao chovesse, a agua que caiu na noite anterior deixou as suas marcas: nomeadamente lama... muita lama. E mosquitos tambem. Se a isto juntarmos o vento que ainda soprava com forca, temos entao a combinacao certa para que esta tour se tornasse numa aventura. E assim foi. O lema do guia era: "Get dirty! The more mud you have on your shoes, the more fun you'll have"! Embora nao concordasse muito com ele, o certo e' que ao fim da primeira vez que se mete o pe na poca, deixamo-nos de preocupar... nao vale a pena limpar, daqui q 10 metros ha' mais!

Caminhar no meio da floresta tropical (rain forest como e' chamada em ingles) e' sentirmo-nos dentro de um mundo unico, como que se estivessemos envoltos e protegidos por criaturas verdes que nos abracam e envolvem. Olhamos para cima e o que vemos e' verde. Olhamos para os lados, mais verde. Aqui e ali ouvem-se os passaros, quando o vento acalma e nos deixa ouvir mais do que o agitar agressivo das folhas. A medida que vamos caminhando mais para o interior da floresta, os nossos sentidos tornam-se mais apurados. As cores sao mais vivas, os barulhos mais intensos, os aromas mais incomuns...

Ao fim de hora e meia de caminhada e de muitas explicacoes acerca da fauna e flora da ilha, chegamos finalmente ao destino final - Manoa Falls. Para quem e' fa do 'Lost' estas cataratas aparecem com bastante frequecia - assim disse o guia. Grandes, barulhentas, imponentes! Tiram-se as fotos da praxe, aprecia-se a beleza por mais uns instantes, e inicia-se a caminhada de regresso, redescobrindo a cada passo mais um pormenor de incrivel beleza...


E por falar em beleza, foi tambem no Hawai'i que vi aquele que tera' sido o por do sol mais magnifico que vi ate hoje...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Hawai'i - as praias...

A recordacao mais forte que tenho do Hawai'i e' da cor das aguas. Nao sei porque. Talvez por nunca ter estado num sitio onde as aguas fossem de um azul esverdeado, que de uma forma meia magica, prendesse o meu olhar. Acho que podia passar horas a olhar para o mar, sem nunca me cansar. Tomar banho naquelas aguas e' delicioso - sao semi-mornas e calmas, nao estivessemos nos no Oceano Pacifico.

A ilha de Oahu esta repleta de praias. Praias para quem procura estar sozinho, praias para quem procura fazer surf ou windsurf, praias para quem procura dar um passeio ao final do dia, praias para apenas estar e apreciar o por do sol...

Uma vez que uma imagem vale mais que 1000 palavras, aqui ficam umas fotos de algumas praias que tive a oportunidade de visitar... tenho pena e' que o tempo nao estivesse melhor para as aproveitar na sua inteireza...


Hanauma Bay - o lugar para fazer snorkeling...



Sandy Beach - a praia traicoeira...


Sunset (Pipeline) Beach - onde o surf e' rei e soberano...



Waimea Bay - a praia mais proxima do 'Lost'...



Waimanalo Beach - a praia preciosamente escondida...

Kailua Beach - a praia rainha...


Waikiki Beach - a praia da confusao...



Lanikai - a minha praia de eleicao...