sábado, setembro 06, 2008

Salzburg e Innsbruck - a Áustria ali tao perto...

Uma das vantagem de se passar uns dias a viajar no sul da Alemanha, em especial na zona dos Alpes, é que num curto espaco de tempo, temos ao nosso alcance as belas cidades austriacas, em especial Salzburgo e Innsbruck. Da última vez ue tinha estado na Austria tinha-me ficado apenas por Vienna, pelo que, desta vez, decidi por-me a caminho e visitar estas duas magnificas cidades.

Comecemos entao por Salzburgo - a cidade de Mozart. É uma cidade muito acolhedora e simpática, sendo que o centro - a Altstadt - fica encaixado entre o rio Salzach e a Fortaleza Hohensalzburg, que domina uma das colinas envolventes.

Fortaleza Hohensalzburg

Passear nas ruas antigas da cidade é como voltar ao século XVIII. Nao é preciso muita imaginacao para nos colocarmos naquele mesmos lugares, mas há 200 anos, entre principes e princesas, entre edificios da Idade Média ou do Periodo Barroco. Lugares como a Getreidegasse - uma via pedonal considerada a principal rua comercial da cidade - o Palácio de Mirabell - com os seus imensos jardins e estatuas - ou a soberba vista do cimo do Mönchsberg, sao razoes suficientes para fazerem de Salzburgo um lugar a visitar. A melhor maneira de o fazer é a pé, uma vez que todos os lugares mais interessantes se situam relativamente perto uns dos outros (o que pode ser enganador, porque eu fartei-me andar, de tanta voltinha que por ali dei!!!).

GetreidegasseVista sobre a Catedral

 Palacio Mirabell

Ah, e sendo o lugar de nascimento de Mozart, o que por aqui nao faltam sao lugares alusivos á vida do musico. A casa onde nasceu, a academia que frequentou, a residencia onde morou, o jardim onde passeava, a gaiola do piriquito, etc. Usa-se e abusa-se do nome e da imagem do senhor, levando-se a coisa ao extremo, havendo uma casa de chocolates que SÓ vende bombons com a caracoila do homem la escarrapachada. 

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O outro estandarte da cidade, para alem de Mozart, é o facto de aqui ter sido filmado o famoso "Musica no Coracao". Podem-se percorrer os lugares que a familia "Von Trapp" habitavam, bem como optar por diversas visitas guiadas para ver o sitio onde a moca cantou a famosa musica "the hills are alive, with the sounds of music...". Interessante, mas nao é bem o meu género.

 

Innsbruck - a capital do Tirol - foi visitada debaixo de uma potente carga de agua, já perto do final do dia. Daquelas que nos fazem pensar se devemos ou nao sair de dentro do carro. Depois de grande ponderacao, la nos fizemos à chuva, que felizmente acabou por parar. E valeu bem a pena. Aqui a visita foi mais curta, cingindo-se à zona pedonal do centro da cidade, tambem ele com bastantes motivos de interesse. Aqui ficam algumas imagens.

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O resto das memórias fotográficas, podem ve-las aqui.

sexta-feira, setembro 05, 2008

Os Alpes, a Heidi, as Vaquinhas e muito, muito Verde...

Visitar os Alpes é como regressar á infancia, ás tardes passadas em frente ao televisor, a ver a Heidi e mais o seu amigo de cujo nome nao me lembro, a passear por enormes pastos verdes, com muitas casinhas pequeninas de madeira e muitas, muitas vacas! Para onde quer que se olhe, o que se ve sao montanhas imponentes, com os cumes salpicados de neve, lagos esverdeados onde apetece mergulhar, casas tipicas em madeira que convidam a entrar e, sobretudo, muito verde. De todas as tonalidades, combinadas numa aguarela perfeita.

Comecou-se a exploracao desta tao bela área por uma visita ao Palacio Neuschwanstein, que, segundo dizem, serviu de inspiracao a Walt Disney para criar o palacio da Bela Adormecida. Se é verdade, nao sei, mas as semelhancas estao la todas, é certo! E é uma bela obra, idealizada por um rei alemao, semi louco, que gastou toda a fortuna dos cofres publicos para financiar tamanha construcao. Conta a historia que morreu em circunstancias misteriosas, tendo vivido apenas uns meses no seu belo palacio, que permace inacabado até ao dia de hoje.

Neuschwanstein

Outro lugar pitoresco é a cidade de Garmisch-Partenkirshen, um lugar onde o tempo corre devagar, sem atropelos. Encaixada num amplo vale, ladeado por montanhas majestosas, é um lugar  com uma atmosfera agradavel e simpatica, onde as tradicoes locais sao mantidas intactas. Repleta de turistas "green", so se ve malta a fazer desporto, andar de bicicleta ou a passear sossegadamente, apreciando o sol fraco de verao. Recomendo vivamente, em especial se o que procuram sao "sopas e descanso".

Garmisch

Dali até ao lago Eibsee é um pulo. Devo dizer-vos que este deve ter sido um dos pontos altos de toda a viagem. Considerado um dos mais bonitos lagos existentes nos Alpes, fica bem no sopé da montanha mais alta da Alemanha, o Zugspite. A calma que ali reina é aboslutamente envolvente. E estar ali, á beira daquelas águas limpidas, calmas e revigorantes, a observar a paisagem que á nossa frente se estendia, num fim de tarde ensolarado, era tudo o que se podia desejar. Ora vejam:

Perfeito

Eisbee

Perfeito. Ficava ali indefinidamente, se pudesse... mas nao, era preciso continuar a jornada, que no dia seguinte nos levou ao cimo do tal Zugspite, a 2962 metros de altitude. Ora, quando se fala de altitude, fala-se sempre de frio e de tempo instável. Desta vez, apesar de a neve ainda marcar presenca, o frio até era suportavel. Agora as mudancas bruscas de tempo é que resolveram pregar uma partida. Apenas uns minutos depois de ter chegado la bem ao cimo, aquilo que se podia ver era mais ou menos isto:

Nuvens, só nuvens

Ou seja, nao se via puto. So branco. Nuvens, nevoeiro, nublina, o que lhe queiram chamar. O meu guia diz que a vista é lindissima e mais nao sei o que... nao vi nada. Só sei que paguei um horror de dinheiro e só vi branco all around. Mas pronto, valeu o esforco. A viagem de regresso foi feita num telesférico panoramico, que compensou a falta de cor do topo. Vistas como estas valeram bem a pena:

Eisbee visto do alto 

Outro ponto alto ali bem perto de Garmisch-Partenkirshen, foi a caminhada de cerca de 1,5 km, conhecida como Partnach Gorge, um desfiladeiro fantastico, considerado Monumento Natural, que encanta com os seus rapidos barulhentos, paredes rochosas de mais de 50 metros de altura e cascatas vistosas. A caminhada foi efectuada debaixo de uma chuva miudinha, o que deu um ar muito mais aventureiro á coisa...

Gorge 

Mas, melhor mesmo do que descrever tudo isto, é poder ver com os vossos proprios olhos. Tirem as vossas conclusoes, Aqui.

A viagem segue dentro de momentos...

quinta-feira, setembro 04, 2008

Munique, Alemanha

Ora vamos lá entao falar das férias. Já cá faltava, mais um relato interminável de lugares e imagens, como forma de imortalizar momentos e recordacoes. Faz parte aqui do estaminé, fazer o que? O destino escolhido este ano foi o sul da Alemanha. "Ah e tal, mas tu nao estás a viver na Alemanha?", perguntam voces. Pois, é verdade! "Mas isso entao é como viver em Portugal e ir passar férias ao Algarve!!!" E depois? É mau, querem ver?!!! Adiante.

A primeira paragem foi em Munique - a capital da Baviera. Tal como é conhecida aqui na Alemanha, é a cidade que fica mesmo á beirinha dos Alpes. Fiquei com uma impressao muito positiva acerca desta cidade - é elegante, combina elementos de uma metropole moderna e sofisticada, ao mesmo tempo que mantem o ar acolhedor de uma simples aldeia, simbolizado na perfeicao pelos muitos beer garden que se podem ver um pouco por toda a parte.

 

Marienplatz

 

A zona central é dominada pela Altstadt, ou se preferirem, a Cidade Velha. No centro, está a pitoresca Marienplatz, pejada de turistas, que se aglomeram a cada hora, para ver funcionar o Glokenspiel, um animado relógio com figuras de época pendurado no Neues Rathaus, que é como quem diz Camara Municipal, ca por estas bandas.

 

Rathaus

 

Ali bem pertinho esta o Viktualienmarkt, um mercado bem à alema, com tudo muito arrumadinho, como se o tivesse sido feito por uma decoradora profissional, ordenando os pepinos e as berigelas por tamanho, cor e qualidade. So de olhar, dá gosto!

 

Virtualienmarkt

 

Interessante também é a Neuhauser Straße, a rua da baixa, bem ao estilo da Rua Augusta, mas sem a calcada portuguesa. Lojas, muitas, de tudo e mais alguma coisa. Pessoas, muitas, aos magotes, a aproveitar os restos dos ultimos saldos. Curioso como há coisas que nao mudam, onde quer que nos encontremos. La bem no fim da rua, encontramos a Karlstor, uma especie de entrada teatral para toda aquela área. Confesso que fiquei á espera de ver aparecer um cavaleiro ao estilo dos Cavaleiros da Tavola Redonda... mas nao, nada.

 

Karlstor

 

Ali pelo meio fica tambem a Frauenkirche, ou seja, a Igreja das Senhoras. Imponente, domina esta zona, seja qual for o sitio de onde a vejamos. Prespegado numa das fachadas, encontra-se um curioso relogio solar, que nao cheguei a perceber como funcionava... mas confesso que tambem nao investi muito tempo nisso. Preferi antes explorar o interior de um dos muitos bares e restaurantes que por ali moram...

 

Frauenkirche

 

Outro ponto alto da cidade é o Englischer Garten, o Jardim do Ingles. Imenso demais (se nao estou em erro é um dos maiores parques publicos da Europa), encontra-se la de tudo um pouco (estilo feira da ladra, mas em versao ambiental). Tipos a fazer surf nas correntes fortes do rio Eisbach, malta a fazer pic-nics, a beber uma cervejinha e a comer pretzels no Beer Garden junto à Chinese Tower, a andar de bicicleta ou simplesmente a apanhar banhos de sol (quando ele resolvia aparecer).

 

Englischer Garten

 

Dali, resolvi ir procurar o Schloss Nympherburg, uma antiga morada dos monarcas da Baviera. O guia dizia que a estacao mais proxima era a X, mas esqueceu-se de dizer que depois da estacao havia um monte incontavel de metros que era preciso palminhar. Muitos metros... demasiados... eu bem que devia ter desconfiado que um palacio nao podia ficar ja ali ao virar da esquina, no meio da cidade. Fica isso sim, num buraco escondido la mesmo no fim do mundo. Mas vale a pena a visita. Os jardim sao bonitos e tem uns bancos à maneira para descansar á vontade depois do esforco feito.

 

Schloss Nympherburg

 

Muitos outros pontos de interesse, fazem de Munique uma cidade bastante atractiva - o Residenz, o Königsplatz, o Nationaltheater ou a Ludwigstraße merecem tambem que passemos por lá, para os apreciar e sentir. Para terminar, como já vai sendo costume, aqui ficam mais umas fotos da jornada, desta vez alojadas num sitio novo. Apesar de estarmos em Julho, o tempo esteve uma treta durante toda a viagem, pelo que as fotos nao ficaram por aí alem...

Mas a viagem nao ficou por aqui... os Alpes foram o destino seguinte...

segunda-feira, agosto 25, 2008

Prazer

Nunca me considerei um desportista, no verdadeiro sentido da palavra. É certo que desde pequeno estive sempre de uma forma ou de outra envolvido com actividades desportivas - seja por forca das fatídicas aulas de "educacao física" que insistiram em durar até ao 11 ano, seja pelas aulas de ginástica ao final de tarde nos pavilhoes do Vitória. Mas nunca foi algo que me desse prazer por aí alem... andar a correr de um lado para o outro, dar cambalhotas, jogar basket e outros desportos com e sem bola, sempre foi para mim, digamos interessante mas sem o factor tchan!  que fizesse de tais momentos algo de inesquecível. No meio deste contexto, porem, existe um desporto que para mim sempre foi, acima de tudo, um prazer:

 

natacao2

 

Nadar. Na imensidao do azul, apenas eu e agua, numa simbiose quase perfeita. Ha quem diga que nadar de parede a parede é uma chatice, monótono, sem accao. Para mim, nadar é o exercicio perfeito, o prazer de sentir o contacto com a água, é flutuar numa ausencia de peso, é ser livre no mais puro sentido da palavra. É uma sensacao de prazer enorme, resultado de uma entrega total em cada bracada. É poder libertar a mente de todos os pensamentos e angustias e apreciar a solidao e a calma que só se pode ter numa piscina imensa...

Foi tudo isso e muito mais que voltei a sentir na sexta-feira, o dia em que resolvi pegar em mim e mandar-me de novo para dentro de uma piscina, ao fim de um interregno de quase 2 anos. É claro que nao foi fácil. Os musculos, presos de tanta inactividade, acusaram o desgaste logo ao fim de uns minutos. Como diz a minha amiga S. estou "fraquinho", longe dos resultados de outros tempos...

Mas, afinal de contas, nao é isso que interessa. O que interessa apenas é poder voltar o mesmo prazer de sempre. Na imensidao do azul, eu e a água, numa simbiose quase perfeita.

sábado, agosto 23, 2008

O Regresso

Finalmente decidi-me a voltar á escrita. Já tinha saudades, confesso. Os ultimos posts, para alem de desinteressantes, foram demasiado pobres em palavras. Meras tentativas mais ou menos fugazes de me manter em contacto. A verdade é que a vontade tambem nao tem sido muita... algum cansaco, muito stress e viagens longas á mistura ajudaram a que os discursos nao fossem tao directos como o foram no passado.  Mas a escrita tem destas coisas e aparece quando menos se espera. Nem que seja só para dizer o que já se sabe ou disse...

E o que se passou durante este interregno? Nada de mais, que valha a pena relatar... As férias já lá vao. De tao distantes que estao, mais parecem uma miragem, algo que se deixou para tras há muito, que soube a pouco e que apetece tanto voltar a repetir. Mas foram boas. Desta vez, e para a contrariar a tendencia dos ultimos anos, resolvi fazer algo quebrar as regras e mandar com uma pedra ao charco - reservar 3 semanas inteirinhas só para mim. Pensar primeiro em mim e relegar o trabalho para segundo plano. Era essa a ideia, pelo menos... O que veio a provar ser contra-producente em termos profissionais, já que os chefes resolveram ligar de dois em dois dias para pontos de situacao desnecessários e para pedirem informacoes de conteudo pseudo-importante. Enfim, ossos de um ofício que encerra grandes responsabilidades, nem sempre proporcionais á satisfacao que de lá se retira.

É claro que nestas 3 semanas, impunha-se o regresso ás origens. Á família, aos amigos, aos lugares de sempre. "Tenho saudades tuas" foi a frase que mais se ouviu e disse. Apesar de triste é bom saber que fazemos falta. Que nao estamos esquecidos. Que ainda sabem quem somos. Reconforta de uma maneira estranha, que nao se explica - sente-se. Tal como de costume, nao houve tempo para tudo nem para todos. Ha sempre algo e alguem que fica para tras, com a desculpa de que para a próxima é que é...

Pelo meio, a terapia do mar. Visitaram-se as praias do costume, apreciou-se o sol que só se tem no nosso país. Olhou-se o mar em busca de repouso. Escutou-se o som das ondas em tardes que se fizeram lentas e repousadas. Recuperaram-se memórias de outros tempos, recarregaram-se baterias para os meses vindouros.

A terminar, uma viagem diferente pelos Alpes alemaes e austriacos, recheada de verde, neve, chuva, sol, muito riso e bons momentos e de uma visao muito real e proxima da história que se viveu na Europa dos anos 40. Mais pormenores, dentro em breve, aqui mesmo, no sitio do costume.

Depois, foi o regresso louco ao trabalho, com mais uma viagem precipitada ao país do sol nascente. Uma vez mais, uma experiencia estranha, intensa e muito desgastante. Duas semanas de muita discussao, debates e indefinicoes. De volta a casa, a vontade de desistir de tudo foi combatida com o sentimento de que vale sempre a pena tentar uma segunda vez, quanto mais nao seja para nos convencermos de que foi a decisao errada... a ver vamos o que os meses futuros trarao...

Sim, é bom estar de regresso á escrita. Agora que o verao acabou por estas bandas e que a chuva marca presenca constante, sabe bem voltar ás teclas como forma de escape e conforto. Ou, quanto mais nao seja, para fazer com que o tempo passe mais depressa...

terça-feira, agosto 12, 2008

É só para dizer...

... que já cá estou, depois de duas semanas intensas na terra do sol nascente! Tenho muito para contar, mas pouco tempo para o fazer.

O costume.

Prometo um regresso em breve. Em grande estilo.

Ou talvez nao!

segunda-feira, julho 28, 2008

De volta!

Depois das tais férias merecidas! Houve um pouco de tudo - rever quem nao se via ha muito, revisitar os lugares de sempre, descobrir novas sitios e novas paragens. Mas disso se falará aqui mais tarde.

Agora é tempo de desfazer as malas e de as voltar a fazer... proximo destino - Japao. Uma vez mais. 2 semanas de trabalho - muito e duro. Enfim, o costume.

Deixem-se ficar por aí.

Até já.

quarta-feira, julho 09, 2008

Volto já!

Depois de umas merecidas, descansadas e relaxantes Férias!!!


sábado, junho 21, 2008

Incómodo

Incomoda-me a chuva num dia de Verao. O nao poder sentir o calor do meu pais ou passear na praia ao final do dia. O nao sentir o cheiro do mar que me tras na brisa da manha. Incomoda-me a distancia, a ausencia, o sentir-me incompleto.

Incomodam-me as pessoas que nao sao o que esperamos que elas sejam, que nao se mostram quando o deviam fazer, que se escondem por detras de uma logica que só elas conhecem e entendem. Incomoda-me a falta de empatia, de compreensao, de ajuda. Incomoda-me o pouco controlo que temos sobre nós proprios, a nossa vida ou o que nos rodeia. Que tudo possa mudar num minuto, desfazendo planos, sonhos ou projectos. Incomoda-me a fragilidade, o imprevisto, as desilusoes.

Incomoda-me o nao saber o que fazer. As indecisoes, o adiar de escolhas que se querem tomadas na hora certa, quando nao ha vontade de as fazer. Incomoda-me nao me sentir pronto para agir quando todos esperam que o faca, ter que responder que está tudo bem quando nao é o caso. Ter que manter uma muralha forte quando tudo se desmorona lentamente no interior. Ter que estar sempre ao melhor nivel quando apetece mesmo é fugir.

Incomoda-me nao poder estar onde quero estar. Nao conseguir dizer o que penso, nem pensar no que digo.

 

E, acima de tudo, incomoda-me o sentir-me incomodado.

domingo, junho 15, 2008

Ha momentos assim...

Ja aqui disse várias vezes que a música marca a nossa vida mais do que pensamos ou pretendemos. E há umas que, por uma razao ou por outra, ficam para sempre. Este é apenas mais um caso, nao sei muito bem porque.

 

Ontem, voltei a cruzar-me com ela. E, uma vez mais, voltou a fazer todo o sentido.