sexta-feira, março 02, 2007

De molho.

E' como me encontro desde ontem. Em casa, de pijama vestido, acompanhado por uma amiga que ja nao me visitava ha' anos: a Amigdalite. Eu nao aprecio muito as visitas dela, deixam-se sempre de rastos, com febres perto dos 40 graus e com a sensacao de que me passou um comboio por cima. Enfim, ela insistiu em aparecer na quarta feira e eu nao tive argumentos suficientes para lhe dizer que nao. De maneiras que nao tenho ido trabalhar. Segunda feira vai ser um dia interessante - com toda a gente de volta de mim, mortinhos por perguntar-me tudo aquilo que nao puderam perguntar estes dois dias. Vai ser giro. Ossos do oficio...

Mas uma coisa interessante resultou deste mau estar generalizado. Apos tentar, sem sucesso, baixar a febre, nao tive outra hipotese senao dirigir-me ao hospital mais proximo. Depois de me informar onde me devia dirigir, la percebi que aqui a coisa funciona de varias formas - existem os hospitais, como nos os conhecemos, grandes, com montes de especialidades e potencialidades; e depois existem as 'Walk in Clinics', que e' como quem diz Centro de Saude, mas com qualidade, onde sao tratadas as pequenas urgencias, mas onde ha tambem meios para fazer Raio-X ou analises.

La fui. Ao entrar na sala das urgencias, parecia que estava a entrar numa clinica privada. Muito bem arranjada, com sofas confortaveis, e ambiente acolhedor. Inscrevi o meu nome numa lista de presencas, 10 minutos depois fui chamado para fazer a ficha. Nesse momento, para alem dos dados pessoais e do seguro, perguntam logo os sintomas. Caso seja necessario, mandam-nos logo para as analises, mesmo antes de entrarmos. O mesmo se aplica ao R-X. Interessante. Ao menos, enquanto se espera, sempre se vai fazendo alguma coisa. Os meus sintomas nao necessitavam de testes adicionais, pelo que fui esperar na sala.

Meia hora depois fui chamado. Nada mau, pensei. Se fosse no hospital de Setubal, demorava em media, 3 horas, para depois ter uma consulta de 3,5 minutos. La entrei para uma sala de observacao. E aqui e' que a coisa se torna interessante. Primeiro veio uma enfermeira tirar os sinais vitais - febre, pressao arterial, pulsacao, historial medico. Passados uns minutos, veio uma PA (Physician Assistent - uma coisa intermedia entre medico e enfermeira) e um Medical Student (que parecia ter vindo da escola secundaria), avaliar os sintomas, investigar tudo e mais alguma coisa. Para terminar, veio o medico, fazer as mesmas perguntas, e investigar as mesmas coisas. Ou seja, num espaco de 20 minutos, fui visto por 3 pessoas diferentes. Em Portugal tenho serias duvidas que isto acontecesse, nao sei por que.

A medicacao e' receitada de modo um pouco diferente do que estamos habituados. Aqui receitam-se principios activos e nao medicamentos. Ou seja, em vez de se trazer uma receita com 'Ben-u-ron', traz-se apenas o principio activo - paracetamol, amoxicilina, penicilina, etc - e o numero de comprimidos que se deve tomar. Depois vai-se ate a' farmacia aviar a receita e sai-se de la com um frasquinho laranja, como se ve nos filmes, com o nosso nome, morada, nome do medicamento e modo de tomar (aqui e' absolutamente ilegal 'emprestar' a' pessoa B qualquer medicamento que tenha sido receitado a' pessoa A). A minha caixinha laranja tem este aspecto:

E pronto. E' assim a vida. E' esperar que passe e que as drogas facam efeito depressa. Por falar nisso, esta na hora de mais uma dose.

2 comentários:

Maria João disse...

AS melhoras amiguinho...qq dia conto a minha aventura pelos medicos aqui. Bjs

Claudia disse...

Muitas melhoras!!
Realmente, parece que a tua experiência aí nos médicos até correu bem. Ainda bem!
Tens razão, se tivesse sido como em Portugal, tinha sido bem pior...
Beijinhos