sábado, novembro 29, 2008
Regressar
sábado, novembro 22, 2008
Amanha...
... o Regresso, 10 meses depois!
Ao frio e à neve. Aos lugares de sempre. Às pessoas que nao esqueci!
Áquela que é tambem, e será sempre, a minha casa!
Vai ser bom.
quarta-feira, novembro 12, 2008
O que por aqui se bebe...
Desde que vim aqui para a Alemanha, que nao paro de descobrir cenas maradas para comer e, em especial, para beber. Como certamente sabem, os alemaes sao conhecidos pela cerveja, que aqui se bebe (literalmente) ás toneladas. E o mais engracado é que cerveja, ha para todos os gostos - desde a versao para gravidas (preta, sem alcool e rica em cevada), á cerveja com sabor a limao, laranja, frutos silvestres, e outras tantas frutas, cerveja verde com sabor a... erva, e mais nao sei quantas especialidades, cada uma mais estranha do que a outra, ha mercado para tudo, ninguem se chateia. Ha quem diga que a pouco e pouco ja vai sendo dificil encontrar o verdadeiro sabor da cerveja, tal é a adulteracao que permeia a oferta. Mas o que é certo é que ainda continua a ser a bebida preferida aqui dos mocos.
Depois há as outras bebidas mais fortes, entre as quais se destaca o famoso shnapps, uma bomba alcoolica de 40 graus e o nao menos tradicional Jägermeister, um licor com ar de xarope para a tosse, que deve ser consumido muito frio. Confesso que nada disso me impressionou verdadeiramente. Mas ha por aqui algo que me deixou agarrado (literalmente) desde o primeiro minuto em que o provei. Trata-se, meus amigos, disto:
Bionade - bebida nao alcoolica, em versao bio. Ora "Bio" toda a gente sabe, é normalmente bom. Faz bem á saude. É, dentro do genero artificial, aquilo que faz menos mal. É um conceito que chegou ha muito às batatas e às cenouras, mas que agora assume toda uma outra dimensao e chega a esse mundo fascinante que é o dos refrigerantes. Bionade é uma bebida gasosa (uma coisa altamente "bio"), com sabores absolutamente "verdes" - Holunder (uma cena vermelha estilo bagas que parecem amoras), Kräuter (ninguem me consegue traduzir isto, mas todos me dizem que é uma erva), Litschi (pela cor, parece-me ser Lichias) e por ultimo Ginger-Orange (estilo ginger ale com sabor a laranja). Qualquer uma delas é muito boa. Sabem quase todas ao mesmo e vao com quase tudo - com pizza, com um belo bife, com uma sandocha a meio da tarde ou com um snack ao fim da noite. E, para alem do mais, é "bio", o que é sempre in. "Ah e tal, vais beber o que?" "Bionade". "Eh pa isso é tao gasoso...". "Nao é nada, nao vez que é Bio!"... Mas fora de brincadeiras, isto é mesmo bom. Talvez por seja algo que sai um pouco fora do comum...
Tanto quanto diz o Site Oficial, isto é suposto tambem existir aí por essas bandas (se virem por aí à venda, digam). Ah, e ja agora experimentem e digam de vossa de justica.
sábado, novembro 08, 2008
quinta-feira, novembro 06, 2008
Tokyo Disney Resort
As vindas ao Japao incluem sempre um fim de semana e fim de semana é sinónimo de descontraccao... só assim se conseguem libertar os stresses acumulados e encontrar as forcas para a semana seguinte. Desta vez, o destino escolhido foi a Tokyo Disney Resort. Eh pá, o que é que voces querem... eu no fundo sou mesmo é um puto em ponto grande... nao resisti quando soube que por aqui se situavam o terceiro e o quarto parque tematico mais visitado do mundo - ambos pertencentes á Disney. Um deles é o Clássico DisneyWorld, semelhante á EuroDisney, mas o outro é um parque unico no mundo Disney - o Tokyo Disney Sea (ou como dizem os locais "Dizinei Xiiii"). Optei por este ultimo para passar o dia de sabado.
O tema do parque é o Mar e o que o rodeia. O espaco esta organizado como qualquer outro parque temático. Existem varias areas, cada uma com a sua vertente - "Mediterranean Harbor" dedicado ao Mediterraneo, onde até uma Veneza em ponto pequeno existe; "American Waterfront", a fazer lembrar a Nova Iorque dos anos 50, com um barco gigante que domina por completo a área; "Port Discovery", uma visao futuristica de um porto de mar, algures no século XXII; "Lost River Delta", dedicado as culturas egipcias e mexicanas; "Arabian Coast", cujo nome diz tudo; "Mermaid Lagoon", o espaco de eleicao para a pequenada, onde a Pequena Sereia é rainha; e por ultimo a "Mysterious Land", inspirada nas 20.000 Leguas Submarinas de Julio Verne.
Todas elas tem motivos de interesse... percorre-las é, ao mesmo tempo, um prazer e uma canseira. Canseira porque andamos até mais nao - o parque é gigante! Prazer porque uma vez mais a Disney nao deixou nada ao acaso e tudo está pensado nos mais pequenos detalhes. Os temas, as atraccoes, os cenários, as lojas, as decoracoes, até as fardas do pessoal, tudo estudado ao mais pequeno pormenor, para fazer as delicias de pequenos e graudos. As diversoes, muitas delas puxam pela adrenalina ao máximo - montanhas russas, com e sem loops, aventuras 3D, sentir os efeitos de uma tempestade, fazer de Indiana Jones atras de um tesouro qualquer ou andar num elevador que se "despenha" de uma altura de um 13 andar, sao apenas alguns dos exemplos. Eu, estava numa de ir a todas! Só vos tenho a dizer que saí de la podre, mas sem stress nenhum... Nao se percebe é nada das histórias que algumas atraccoes tentam contar, uma vez que infelizmente está tudo em japones... sem traducao!
Estes sitios sao tambem locais ideais para observar pessoas - people watching. E a malta daqui, que representava seguramente mais de 95% dos visitantes, sao uns cromos que da gosto observar - pela maneira como andam, como se vestem, como dormem em tudo quanto é sitio (até sentados), pela maneira como falam, e pela maneira como gostam de usar acessórios. Mas quais acessórios? Bem, num parque Disney, os acessórios mais vistos sao estes, naturalmente:
Era ve-los, a eles e a elas, com isto na cabeca, todos contentes. Enfim, manias. Voltando ao parque, o facto de este estar localizado bem pertinho da Baía de Tokyo, da-lhe um ar unico, com a brisa maritima a acompanhar o belo dia de sol que se fazia sentir. Á noite (que aqui cai nesta altura do ano por volta das 5 da tarde) o parque assume toda uma nova vida, com novos motivos de interesse - o maior dos quais reside no espectaculo BraviSeamo!, uma fusao de agua, luz, fogo e musica, belamente coreografada na lagoa principal do parque, que nos conta uma história de amor entre dois seres imaginários e que por momentos me fez lembrar os tempos da Expo 98 e do Aquamatrix. Sao ao todo 25 minutos de altíssima qualidade, capazes de atrair toda aquela massa de gente!
Enfim, foi um dia muito bem passado. A mim faz-me sempre bem ir a locais destes. Esquecer tudo por umas horas. O stress, os problemas por resolver, as decisoes por tomar. Deixar de parte o quotidiano, deixar correr a adrenalina pelo corpo, gritar a plenos pulmoes. Regressar aos tempos em que nada nos incomodava e em que tudo fazia sentido. E sentir-me uma crianca, uma vez mais, nem que seja so por umas horas...
(cliquem em cima da foto para ver o resto das imagens)
Licao de Japones
E depressa passaram mais duas semanas, aqui por estas bandas do país do sol nascente. Como de costume, cheias de trabalho, reunioes, formacao e alguns debates. Tudo acompanhado por um "jet leg" poderoso, que so passa ao fim de uns largos dias. Daqui a dias estou de regresso. E desta vez, stl foi a azafama que nem houve tempo para passar por aqui para largar umas bocas...
Por falar em bocas, reparo que ainda por aqui nao escrevi nada acerca da maneira de como esta malta fala. "Mas eles falam de uma maneira estranha?", perguntam voces. E eu respondo: "Estranha é apelido". Vejamos porque. Em cada 5 palavras que dizem, 3 sao para dizer "Arigato Gozaimasu", que é como quem diz "muito obrigado mesmo". Nas lojas, é impressionante a quantidade de vezes que isto é repetido até à exaustao. Assim que entramos, todos os empregados dizem um "Arigato Gozaimaaaaaaaaasu" bastante prolongado, acompanhado de muitos sorrisos e uma venia ou outra. Depois, quando saimos, a mesma coisa. Se comprarmos algo, idem. Se pedimos ajuda, tambem... é um nunca acabar! Normalmente vem tambem acompanhado de um "Sumimasen", tambem dito de uma forma prolongada - "Sumimaseeeeeeeeeeeeeeeen". Nao sei porque, mas prolongar as palavras é coisa que lhes da muito prazer (é sinonimo de uma forma educada de falar). A nós, que nao estamos habituados, chateia um bocado e ao fim de um tempo so lhes apetece dizer "Olhe, cale-se agora um bocadinho com isso, tá bem?".
Outra coisa gira na lingua japonesa, é que a mesma palavra, dita com intensidades diferentes, pode ter diferentes significados. Por exemplo, a palavra 'Sim' - Hai - pode ser dita de uma forma seca e curta ou de uma forma mais longa e repetida vezes, significando que a pessoa esta de acordo com o que se está a dizer. Ah, e muito importante, mesmo que um japones diga "Sim", isso nao significa que perceba o que se esta a dizer... significa apenas que está a seguir a conversa... Agora imaginem isso em reunioes de trabalho... eles va de dizer "Hai! Hai!" e a gente a pensar que eles estao a perceber tudo, para no fim fazermos uma pergunta e constatarmos que lhes passou tudo ao lado.
Depois temos as palavras que facilitam a comunicacao e que dao um ar de que somos altamente entendidos na matéria - Ohayo Gozaimasu (Bom dia), Konnichiwa (Boa tarde) ou Sayonara (Adeus)... ficam sempre contentes quando mandamos uma destas... até acham piada! Nos, por outro lado, achamos piada quando eles tem que pronunciar palavras ocidentais, de uma forma ajaponesada. Os enderecos de internet sao os mais hilariantes... Para dizerem um endereco que termine em ".net", eles dizem "Doto neto". Isto ja para nao falar na troca dos "r" pelos "l" (nao sao so os chineses...).
Por mais que tente, entender esta malta esta alem das minhas possibilidades... mas lá que sao engracados, até sao!
domingo, outubro 19, 2008
James Blunt, in concert
De regresso a terras germanicas, ainda com a cabeca a ajustar-se ao novo fuso horário, eis que chega o fim de semana e, ao mesmo tempo, a data para o primeiro concerto do ano. Pois é, 2008 tem sido uma pobreza no campo da musica - dos Coldplay aos REM, passando pela Allanis Morrissette, perdi todos os concertos possiveis e imaginaveis que por aqui passsram neste verao. Ou por ja nao haver bilhetes, ou porque o dia nao era o melhor, ou simplesmente porque era longe. Acontece. Mas quando soube que James Blunt ia tocar aqui bem perto, em Oberhausen (essa bela localidade), dei comigo a pensar "Ora aí está uma boa maneira de passar uma noite". Gosto bastante da musicalidade e das letras deste jovem, um ex-oficial do exercito ingles, que se resolveu dedicar à musica e que conheceu a fama em 2004, com o lancamento de "Back to Bedlam", pelo que resolvi nao deixar passar a oportunidade.
E assim foi - ontem la estava, na König-Pilsener Arena, um espaco estilo Pavilhao Atlantico, so que com metade do tamanho. Casa cheia, muito animada, com pessoas de todas as faixas etárias, muitos casais, muitos grupos de senhoras sozinhas (gandas malukas!), muita gente de várias nacionalidades á espera de ver o que a noite prometia.
A primeira parte do concerto comecou cedo - ás 7 e 45 - com um trio de jovens que, embora animados, ninguem conhecia. Os "Zés", como lhes vou chamar porque nao sei de quem se tratavam, tinham assim um som estilo musica rock portuguesa dos anos 80, na onda dos Taxi, dos Salada de Fruta e outros que tal. De aparencia, assemelhavam-se aos Beatles (!) e abanavam a cabeca como se dos Nirvana se tratassem. Combinacao interessante. A musica nao era ma de todo, mas os "Zés" nao agarraram a malta. Tocaram 45 minutos e bazaram. A malta agradeceu.
AS 9 em ponto, James Blunt e respectiva banda sobem ao palco, para aquele que seria um desfilar de temas bem conhecidos. A abertura foi algo inesperada, com uma musica nova, a que se seguiu "Wisemen", "High", "Billy" e um "I really want you" cantado quase á capela e propositadamente baixo, que o publico teve que se silenciar para poder ouvir. Algo bastante original, diga-se. Original e muito forte foi o momento de "No Bravery", tocado simplesmente ao piano, enquanto passvam nos dois videowalls imagens do Kosovo em 1999, aquando da passagem de Blunt pelo conflito.
Momentos mais animados regressaram com "Give me some love", "I'll take everything" e "Carry you home". Seguiram-se uma musica nova - Love, love, love - e "Cuz I love you" em que o senhor desata a dancar no cimo do piano e resolve, ja no final da musica, avancar literalmente para o meio da assistencia (passando a menos de 1 metro de mim), atravessar a arena inteira e ir instalar-se num piano colocado no meio do recinto. Aí contou "You're beautiful", "Goodbye my Lover" e "Out of my mind". O publico, bem conhecedor das letras, acompanhava cada uma delas de forma animada e afinada... De regresso ao palco, e para terminar a parte principal do concerto, brindou-nos com um "So long Jimmy" bastante poderoso, umas decimas acimas do original. Para o encore, ficaram "One of the Brightest Stars" (a musica de que mais gosto), "Same Mistake" e 2 horas depois de comecar, o rapaz despediu-se com "1973", em que umas bolas de cristais prateadas, estilo anos 70, deram um ar muito disco ao recinto.
Valeu bem a pena. A terminar, aqui fica "Cuz I love you", uma cover dos Slade, e que me parece sinceramente uma boa aposta:
quarta-feira, outubro 15, 2008
Coisas Estranhas...
Aqui no Japao, ha... coisas estranhas, dificeis de explicar. Que só mesmo vendo! Nao, nao vou voltar a falar de casas de banho (embora seja um tema que goste especialmente e que daria para mais uns 20 posts, no minimo). Vou antes falar de coisas tao fantasticas como parques de estacionamento, pracas de taxis ou multidoes em paciente espera para entrar numa loja famosissima!
Comecemos pelos parques de estacionamento. Aqui, estacionar o carro, para alem de ser virtualmente impossivel, é algo que é feito... na vertical. Devido ao elevado preco dos terrenos, nao é possível ter parques de estacionamento na horizontal, como os conhecemos. Assim sendo, qualquer bocadinho de terra serve para fazer uma estrutura, estilo predio, com uns 8, 10, 12 andares, onde se arrumam carros, com a ajuda de um elevador altamente sofisticado. Quem ve de fora, ve apenas isto:
Aquele "P" nao anuncia um estacionamento ali perto - aquele "P" é o estacionamento! Estao a ver a ideia? É muito á frente... eu é que nao sei se ficaria descansado em deixar ali o meu carro, arrumado numa prateleira (é disso que se trata), estilo despensa...
Continuemos. Vamos até aos Taxis - sao uma forma rapida e relativamente barata de nos deslocarmos aqui. E andam por todo o lado, em especial á saída dos grandes terminais de transportes publicos. Uma vez mais, o espaco é coisa que nao abunda, pelo que as cidades nao se podem dar ao luxo de ter assim uma praca de taxis como as nossas. O que ha, no entanto, é isto:
Eu diria que a este cenario se aplica bem a expressao "todos ao molho". Taxis todos bem arrumadinhos, uns atras dos outros... só nao consegui perceber é como é que eles praticam o FIFO neste sistema, sem se atropelarem uns aos outros. Mas, mais uma vez, tudo funciona! E ninguem se chateia com ninguem... impressionante!
Por ultimo, falo-vos de uma cena que assisti em Tokyo, em plena zona comercial. Sabado á tarde, bom tempo - cenário ideal para ir ás compras. No meio de tantas, há uma loja que se destaca largamente de todas as outras. Uma multidao - seguramente umas 300, 400 pessoas, sem exageros - aguardava pacientemente em fila indiana que estendia a perder de vista, para entrar numa loja da... H&M! A foto nao é das melhores, mas este senhor com a placa estava no fim da fila, e a entrada da loja esta mais ou menos ao pe do candeeiro... tudo aquilo ali no meio sao pessoas que esperam para entrar...
A questao que se poe é: porque? OK, a H&M é baratucha, acessivel a muita bolsa... mas porque esperar tanto para entrar, se ha tanta loja onde se pode encontrar o mesmo tipo de acessorios? E há que dizer que a loja NAO estava em saldos! Será fashion? Será stylish? Ou será apenas... japones?
Nao sei. Mas lá que é estranho, é!
E assim termina a minha estada de 3 semanas por estas bandas. Estou de regresso a Alemanha amanha, para preparar o regresso a este lado, ja no fim do mes...
terça-feira, outubro 14, 2008
Tokyo in a Day
Mais um fim de semana, mais uma oportunidade para espairecer! Desta vez, o destino escolhido foi Tokyo, a capital. Ja por lá tinha passado aquando da primeira vez que ca estive, mas ficou muito por ver. E ha sempre tanta coisa ainda para ver...
O roteiro comecou com uma viagem de Shinkansen, o "comboio bala" niponico. Eficaz, pontual, confortavel, com um design estiloso e, acima de tudo, muito muito rapido, faz os 120 km de viagem em menos de 50 minutos. Logo á saida da Tokyo Station, comecei por visitar os Jardins do Palacio Imperial, onde vive o actual imperador do Japao. O Palacio em si so abre 2 vezes por ano, no ano novo e no aniversario do Imperador, pelo que a área publica resume-se a pouco mais do que uns jardins com umas arvores que mais parecem uns bonsai em ponto grande... sao giros, mas estao longe de impressionar. La pelo meio encontra-se a ponte Nijubashi, do sec XIX, que constitui a principal entrada no palacio e ao mesmo tempo, o ponto alto deste espaco verde.
Proxima paragem - Ginza District. Esta é, provavelmente, uma das zonas mais tipicas e agradaveis de Tokyo. Bem no centro da cidade, esta é a zona comercial de eleicao. Estao ca todas as lojas possiveis e imaginárias, da alta costura ao baratucho, do nacional ao internacional, do vestuario à electrónica. Loja que é loja esta aqui (até a Zara cá tem 2 lojas!). Isso, aliado ao facto de que a zona esta fechada ao transito ao fim de semana, faz convergir para aqui multidoes, que simplesmente passeiam na avenida, a aproveitar o bom tempo de outono e a fazer o que aqui se faz melhor - window shopping.
A meio da tarde, paragem em Roppongi, o bairro de eleicao dos ocidentais, provavelmente a parte mais internacional da cidade. Dominada pelo complexo Roppongi Hills, é uma zona cheia de restaurantes, que sendo animada de dia, transforma-se de noite, tornando-se na 24 de Julho de Tokyo... em versao XL, claro.
E porque a noite tambem ja se aproximava, apesar de serem apenas 5 da tarde, segui caminho para Shinjuku, na ala oeste da cidade. É aqui que se situam os grandes arranha ceus de Tokyo (e tambem os mais caros!). Estima-se que trabalham aqui mais de 250 mil pessoas diariamente, sendo uma das zonas mais movimentadas e yuppies da cidade. Lá pelo meio, estao as torres do Tokyo Metropolitan Offices, cujo observatório (gratis) no 45 andar, proporciona vistas fantasticas do city skyline.
O passeio, terminou uma vez mais, na zona que melhor define Tokyo, e que resolvi explorar um pouco melhor - Shibuya. Neons, luzes, accao, pessoas, transito - uma autentica Times Square! Ora vejam:
Lojas, gente, restaurantes, mais gente, mais lojas, mais neon, mais gente. La pelo meio, uma loja de CD's baratos a que nao resisti e um jantar com recordacoes americanas - aqui. Muito bom!
E assim foi. A dor nos pés e nas pernas exigiu que o dia seguinte fosse passado a descansar... Mais fotos, aqui!
quinta-feira, outubro 09, 2008
Starbucks Experience
Acabei agora de vir de la. Eu e um belo Tall Cappuccino! Um clássico. Desde há muito que sou fa deste conceito a que chamaram de Starbucks. Primeiro comecou por ser uma extravagancia de férias, onde só se ia porque era giro e novo... mas, sobretudo durante a minha estada nos States, ir ao Starbucks beber qualquer coisa tornou-se algo de muito especial, um vicio, se quiserem... algo que vai deixar saudades!
Para quem nao conhece (e se calhar sao muitos!), o Starbucks nao é um café convencional, daqueles onde pedimos a bica e a bebemos ao balcao. Sim, é um lugar em que o café é claramente Rei, mas é muito mais do que isso... é um sítio para se estar. Para se ir com calma. Com tempo. Para apreciar. A ler um livro, a usar o computador, ou simplesmente a ouvir a musica calma que normalmente domina o ambiente. É um sitio que fica mais ou menos entre o stress do trabalho e o conforto do lar. É tipo de lugar em que se pode estar uma tarde inteira na palheta com uma boa companhia, comodamente instalados numa das muitas poltronas que decoram o espaco...com o café por companhia... Nao é, de todo, um lugar para toda a gente - a comecar pelos precos, que sao claramente inflaccionados e acima da média, mas tambem pelo status que transmite... ir ao Starbucks é sinal de classe, de estilo, de modernidade - pelo menos é esse o posicionamento da marca! Estou bastante curioso para visitar a loja de Alfragide, e sobretudo, de ver a reaccao do povo portugues a este conceito... pena é ficar tao longe de Setubal, senao estaria la sempre batido...
Aqui no Japao, tudo o que tenha um "cheirinho" a Ocidente, que nos soe familiar, é muito bem vindo. Por isso, ir ao Starbucks aqui é ainda mais significativo. É acolhedor. É como estar em casa, num país distante.
É bom, pronto! Se passarem pela loja de Alfragide, digam de vossa justica!
